 Na universidade, o conhecimento gerado pelas ciências médicas, da vida e agrárias se orienta predominantemente por uma racionalidade de tipo instrumental. O procedimento padrão das diferentes disciplinas consiste em recortar, segundo seu objeto, determinado aspecto da realidade, analisá-lo isoladamente recorrendo à manipulação de processos naturais, para então estabelecer previsões e propor técnicas com o objetivo de obter determinados resultados. Além da crítica já antiga ao caráter positivista e fragmentador, esse modelo de conhecimento não considera no processo de aprendizagem os valores implícitos às práticas científicas, tampouco, portanto, o contexto em que se produz a ciência. Nas últimas décadas, muitas correntes críticas a esse modelo de racionalidade científica emergiram no debate público. O presente curso de extensão temático pretende discutir algumas dessas abordagens críticas contemporâneas: tanto aquelas que surgiram no interior das ciências médicas, da vida e agrárias: complexidade, auto-organização e sustentabilidade; como as perspectivas provenientes das ciências humanas: filosofia dos valores e sociologia do conhecimento.
Objetivo: propiciar aos profissionais e alunos de graduação e pós-graduação de ciências médicas (Medicina, Enfermagem), ciências da saúde (Nutrição, Fisioterapia e outras), ciências da vida (Biologia) e ciências agrárias (Agronomia, Engenharia Florestal, Medicina Veterinária e Zootecnia) elementos de filosofia dos valores, sociologia do conhecimento, teoria da complexidade e teoria da auto-organização, favorecendo uma perspectiva crítica que contribua para a renovação do comportamento e da ação cognitiva nas atividades relacionadas à vida, saúde e natureza.
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